DJOPOI em Tupi significa “Oferenda”, que nos aproxima de um caminho em um terreno fértil entre a arte de construir instrumento, compor música e interpretá-la com adolescentes e jovens, no processo formativo do universo arte-musical, convivendo e vivenciando a poética musical, da produção intelectual brasileira, com 21 aprendizes cearenses que integram a luteria e archeteria da família do violino, 14 aprendizes na luteria experimental e 21 aprendizes de cordas friccionadas na OBJTA – Orquestra Bachiana Jovem Tapera das Artes e 28 adolescentes e jovens residentes em São Paulo aprendizes-integrantes da OAC – Orquestra Antunes Câmara.

Estudos e pesquisas para revelar um conjunto de obras dos nossos mestres compositores, assim como mostrar os instrumentos construídos no projeto DJOPOI, sendo o ano de 2020 a primeira etapa dessa pesquisa única no País, com obras de Edmundo Villani-Côrtes, Dimitri Cervo, Fernando Morais e Beetholven Cunha. DJOPOI - Uma oferenda científica para a linguagem das artes da luteria brasileira, archeteria brasileira, luteria experimental e orquestra de cordas e solista, na Educação Coletiva de Música.

Nesse processo inicial o projeto abre diálogo com a arte de construir instrumentos de cordas e arcos, da família do violino, sob orientação dos mestres Saulo Dantas Barreto e Carlos Brasil.

Sem dúvida visitar os primórdios do sec. XVII e perceber na história, uma diversidade no processo artístico, artesanal, arquitetônico, da física, da acústica, da beleza sobre todas as formas de admiração e apreciação do belo; a família do violino: viola, violoncelo e contrabaixo, se organizam em um conjunto de instrumentos que passa por vários séculos frequentando a cultura dos povos. Por meio desses instrumentos, a arte musical, da interpretação instrumental alimentou o afeto entre pessoas e o sentir, no estado da tranquilidade d’alma, assim como as inquietudes nela, o impacto no ser humano, o coloca vivo no momento de perceber o profundo, nas diversas questões, que o tempo narra sua história musicalmente colocando em evidência, o som desses intrigantes instrumentos, enigmáticos e provocativos.

Esse processo rico encontra a arte da Música Inventiva, com instrumentos criados no universo do Instrumental Sardo. Dando seguimento ao conceito em fazer instrumentos sustentáveis, com matéria prima, do entorno da vida fértil de cada lugar, o mestre Fernando Sardo vai orientar no DJOPOI, uma luteria experimental para adolescentes e jovens com foco na construção de novos instrumentos no universo do inventivo musical. Com este foco, trazer uma sonoridade da música regional, revelar ritmos e danças brasileiras, e criar um instrumental novo, no mundo brincante da arte popular.

Tudo isso estará em processo na Tapera das Artes na cidade de Aquiraz-CE. Nesse universo dos sons pelos instrumentos criados pelo lutier vive outro emblemático artista, o compositor. Este por sua vez, oferece de si aquilo que carrega dentro, aquilo que absorve de fora, do outro, pois de dentro sai o discurso musical, o diálogo com o lugar, com a história, com a inspiração, com o berço que carrega no caminhar da eternidade. Suas obras, desde antes do período barroco, carrega o som da história. Nela o olhar do intérprete, na arte de criar sons, e interpretar a composição dos mestres; melodias, harmonias, contrapontos do discurso musical, nos faz seguir em frente oferecendo a percepção descritiva incidental e inspiradora, a narrativa e a música dançada, cantada, movendo o som como objeto, no processo incrível que é o fazer música.

Música! Um ato de amor. Transforma, agrega e emociona pessoas. Creio nisso.

MAESTRO ÊNIO ANTUNES
Coordenador Cultural

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